Menina Curiosa

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Eu sou a Velha Menina. O meu cabelo é uma teia de aranha com gotas de orvalho...

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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Sogra

Imagem da Internet

 

 

 

Sogra não é parente, é castigo!

Velho ditado brasileiro (penso eu), mas infelizmente muito aplicável...

 

A nora, para algumas mulheres, funciona como se fosse a amante declarada do respectivo marido.

O que transforma uma Mãe dedicada numa Sogrona azeda?

 

Não é seguramente o bem-estar do filho, pois o infeliz fica entre "a espada e a parede" quando vê na sua querida mãezinha uma desconhecida faceta venenosa.

Os filhos procuram sempre a aprovação dos Pais. Fazem-no desde bebés e pela vida fora, é assim que funciona, mesmo nos que se mostram independentes e desprendidos.

 

A angústia de um pobre coitado, forçado a escolher entre a Mãe e a Mulher provoca nos nossos queridos companheiros um dilema tal, que ficam...mudos. Dia de cruzamento de espadas entre as duas mais preciosas mulheres da sua vida, é dia de pespegar na televisão, ficar até tarde no escritório ou ter uma qualquer reunião urgente depois das 21 horas...

 

O que leva uma Mãe amorosa a provocar infelicidade no filho querido, para o qual dizem querer o melhor do mundo? Não foram elas também noras?

 

O lugar de Mãe é sagrado, é eterno.
O lugar de Esposa é igualmente sagrado (eterno nem tanto), mas está noutro plano.
Não há lugar para rivais pois o Amor de Mãe é só um.
Ter ciúmes de quê? Não percebem que não perdem os filhos? Que um filho nunca se perde, nem na morte?


Só tenho uma conclusão para isso: essas sogrinhas possessivas e egoístas não encaram os filhos como pessoas, mas sim como objectos que lhes pertencem.
E mostram a sua faceta tão malévola, que parecem ter prazer em dissolver a felicidade dos filhos, só para os voltarem a possuir (pensam elas).

 

Se o meu filho andar feliz, constituir a sua família e me der netinhos lindos...porque vou atirar dardos "àquela mulher"???

Desde quando se pode confundir Mãe com Esposa?

Uma boa Mãe gosta de magoar o Filho?

Ou uma sogrona é tão egoísta e possessiva que prefere ver o filho infeliz e angustiado, a vê-lo com  "outra"?

 

A minha malévola ex-sogra foi, ela também, hostilizada pelos pais do marido, ao ponto de sair de casa.

Por vezes penso que descarregou em mim o seu próprio passado. Opunha-se a que tivéssemos filhos, fazia telefonemas para o emprego do meu ex queixando-se da solidão e abandono desde que o primogénito tinha casado - os outros filhos pelos vistos, não eram filhos.

Afirmava que eu estava de passagem apenas. Que o seu menino tinha casado muito mal - à minha frente, imagine-se a angústia do meu ex, que ficava tão nervoso que nem palavra...

E picava-o, falava amiúde do regresso dele a casa. Que em casa (dela) é que ele estava bem.

Por fim conseguiu.

Agora têm-o de volta.

Para sempre.

 

Imagem da Internet

 

Mas bateu no fundo no dia em que o meu Pai morreu.

A minha venenosa sogrinha ficou muito incomodada porque o meu desgosto ia causar mau ambiente na família !

E mandou-me recado para me recompor rapidamente...Não se incomodou em ir ao funeral, não se incomodou em mandar flores, nada.

Apenas me fez este telefonema inenarrável...

Para mim foi o fim!

Não, isto não se faz, isto é demasiado baixo, cruel, sei lá...

Há coisas sagradas.

 

O que leva uma mulher a ser tão má?

Que prazer tem uma Mãe em reactivar o quarto de solteiro do benjamim, agora homem feito, de malas na mão e com o estatuto de divorciado?

O fracasso do filho como marido dá gosto a uma Mãe que o ame?

Não entendo.

 

Ainda bem que nem todas as sogras são assim.

Há as boas, as normais, as simplesmente pessoas.

 

Imagem da Internet

 

A mim calhou-me um dragão...

 

Não vou ser assim para os meus filhos.

Eu realmente Amo os meus filhos.

 

 

 

 

 


publicado por A Velha Menina às 09:37

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De Anónimo a 24 de Outubro de 2007 às 16:24
Descobri hoje este blog por mero acaso.
Adorei.
Este post prendeu-me a atenção embora pelas piores razões pois tenho uma sogra que se enquadra bem no género descrito; achei sobretudo interessante o facto de colocar a tónica na falta de amor pelo filho pois é uma questão que se me tem colocado durante os oito anos de casamento - esta mulher não gosta do filho ?
E a conclusão a que chego é que ela não gosta mesmo de ninguém, nem dela própria; embora tenhamos normalmente a percepção de que sim, a verdade é que o seu egocentrismo não a deixa ver para além dela própria mas tal não significa necessariamente que goste de si - se calhar o problema é mesmo esse mas deixemos esta área a quem sabe e não queiramos meter foice em seara alheia.
A verdade é que o que me deparei com uma amálgama de egoísmo, egocentrismo, vaidade, inveja, mentira, dissimulação...tenho tido alguma dificuldade em conseguir encarar a ideia de que existem pessoas assim.
Desde o início que tentou imiscuir-se o mais possível no nosso espaço de forma a que fosse eu a assegurar toda e qualquer tarefa para que ela pudesse usufruir todos os tempos livres do filho, tentou, por assim dizer, ser a senhora e eu a criada e, como eu não "fui na conversa" mudou de estratégia; apesar de eu ter formação universitária, exercer a correspondente profissão e provir de um meio intelectual e economicamente superior, sou uma pessoa que gosto de fazer uma vida discreta e sem ostentações - talvez isso justifique a atitude dela para comigo mas não compreendo a falta de amor pelo filho que as atitudes dela relevam; quando quer alguma coisa não descansa, mói-lhe a paciência até conseguir mas nunca nada lhe serve, nunca nada está bem, para ela tem de ser sempre tudo do bom e do melhor mas, por um motivo ou outro, cobiça sempre o que os outros têm, ainda que de qualidade ou preço inferior; torna-se cansativo e desesperante sobretudo porque eu tenho tido condições financeiras para nos fazer usufruir, enquanto casal, de uma vida sem preocupações o que não acontece porque tenho de suportar a maior parte dos n/ encargos para ele suportar os que lhe advéem dos caprichos que está sempre pronto a satisfazer-lhe.
Várias vezes tenho tido a tentação de me separar, unica e simplesmente para não ter que conviver com ela - há fases em que ela "destila" maldade. Ultimamente evito-a o mais possível e, quando ela está presente, dou por mim a evitar sentar-me ao lado do meu marido, a evitar qualquer tipo de proximidade ou de actividade em conjunto; acabo por evitar comprar o que quer que seja para mim para ela não querer logo igual ou parecido; estou a restringir-me em tudo e isso preocupa-me, não sei senão estarei a ir para além de limites admissíveis!!!???
Mesmo no que respeita à n/ vida afectiva, a sensação que tenho é de que ela exerce uma espécie de castração psicológica sobre ele; eu tinha tido vários relacionamentos antes de casar e - como dizê-lo ? - senti sempre que exercia sobre a outra parte uma atracção muito forte (é certo que era mais nova mas, honestamente, não vejo grande diferença), por isso tenho dados para avaliar que a atitude dele para comigo, salvo pontuais excepções, só foi "normal" quando em determinada altura estivemos separados e ele começou a procurar encontra-se comigo "às escondidas" dela!!!
Sinceramente, às vezes penso que vou ter mesmo de acabar com isto - tenho receio de vir a dar por mim casada por pena e não por amor!
Bem isto foi um desbafo e já vai longo. Até sempre, pois vou continuar a visitar este blog tão simpático.
, nunca tivemos umas férias descansadas - e tenhamos em conta que as nossas férias nunca são mais do que 5 dias - por que ela adoecia (antes, durante, depois), nos últimos tempos adoece ele.


s recaíssem sobre mim e ela não tivesse mais que fazer senão passear com o filho


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